sábado, 13 de dezembro de 2008

ONGs se retiram do CONAMA

 
O Interessante debate  de corrente da renuncia de 4 OnGS DO conama promete muitos desdobramentos , pois , a mercê das primeiras iniciativas, digamos louváveis para alterar-se a paridade naquele conselho, acredito na boa fé  Dessas  . CONTUDO TENHO PARTICULARMNTE UMA preocupação para que essas propostas fundamentadas somente na questão da paridade . Precisamos de propostas  fundamentadas em alguns paradigma que possam explicar a gênesis de nossas diferenças conceituais e ideológicas e sobre  nosso entendimento do papel do estado, do que entendemos por desenvolvimento,o conceito de movimento ambientalista como movimento social , A ATUAL ESTRUTURA E CONJUNTURA e o papel das demandas ambientais  e as nossas possibilidades para  construção de uma ÉTICA POLITICA entre nós.Esta, está mais bagunçada a cada da..
 
Dói-me ver tantas pessoas se degladiando para ter uma visibilidade , mas sem conteúdo e sem base social para tanto. 
 
Não vejo como o caminho mais conseqüente, a coisa passar primeiramente , somente pelo entendimento de que o problema do CONAMA PASSA EXCLUSIVAMENTE pela questão da PARIDADE como alguns parecem entender.
 
Um aspecto que chama atenção é o entendimento da dimensão ou conceito de representatividade sobre um tema tão abrangente como meio ambiente e política pública , a partir de uma idéia ,a meu ver, superada de que são as ONGs AMBIENTALISTAS que tem possibilidade quase que exclusivamente  de  ter um mono´pólio da reapresentação das questões ambientais frente as política publicas especificas para o ambiente e desenvolvimento com suas instancias colegiadas.
 
Pessoalmente, acredito que hoje em dia não podemos entender o papel das ONGs ambientalistas somente a partir de um acumulado técnico que algumas detém sobre a legislação e temática ambiental.
 
Entendo ser necessário dimensionar melhor o entendimento de que as questões de meio ambiente são hoje em dia, DEMANDA DA SOCIEDADE que se traduz através de reivindicações locais, focais ou especializadas , numa perspectiva MICRO ATÉ MACRO, por um meio ambiente que possibilite qualidade de vida aos cidadãos aliada a susterntasbildiade dos recursos naturais. Isto posto verificamos que poucos  cidadãos na sua maioria tem compreensão das diversas transversalidades dessa questão
 
Somos carentes de uma legitimação por parte da sociedade em geral, e  que esta,  na prática está dividida sobre apoiar ou não as demandas formuladas pelas ONgs nas instancias colegiadas.
 
A questão ambiental formatada  como política publica sugere de nós , não somente competência para interagir tecnicamente  com os atores diretamente interessados - governo e empreendedores, mas também com o restante da sociedade de maneira mais eficaz.
 
Os tempos mudaram e apontam para essa direção.Não concordo que uma ONgs que produz ideologia, questionamentos muitas vezes pelo esforço abnegado de um grupo mínimo de pessoas  interagindo informações seja lá via web ou outras formas possíveis,  possam alterar essa situação.A questão passa pela legitimação da ONGs pela sociedade.
 
As ONGs tem que provar para sociedade que seu pleito e seu discurso é legitimo por atender uma demanda de direitos difusos transversalizados e focados na forma de aproveitamento dos recursos naturais que são de todos e  pelas contradições do modelo de desenvolvimento em voga
 
O político mediano, no geral, não respeita o movimento ambientalista muito porque ...seu discursos em muitas circunstancias não dá voto, pelo contr´rio tira voto. E nesse cenário, caminhamos para construção de "guetos esclarecidos" que se debatem muitas vezes para serem "legitimados" mais pelo estado do que pela sociedade...
 
Daí o esforço enorme que algumas entidades fazem para caracterizar as ONgs ambientalistas para efeito de participação nas instâncias de gestão, de forma  que muitas vezes ajudam a nos isolar mais da sociedade e entre nós. E somos  levados a  acreditar que somos detentores de um patrimonio, de um discurso vanguardista que nos deixa acima dos mortais, esquecendo-se que são  esses cidadãos   que votam e colocam os maus políticos nas estruturas de decisão...que por sua vez retornam a nós na forma de cooptação, estimuladores de nossa cizânia.
 
Para mim não existe mais ONGs ambiental puras no sentido do objeto de sua missão...elas tem que trasnversalizar com a sociedade e seus temas ..Elas, tal como os políticos devem satisfação a sociedade que   legitimam as ONgs entendendo estas como ponte para as reivindicações ambientais  agregando mais pessoas e cidadãos a seus universo na sua área de abrangência...Isso no dia a dia não é fácil
 
Fora disso caímos no corporativismo ambientalista propugnado por um grupo pequeno de ONgs que tem acesso a recurso tais como outras corporações que atuam sobre outras demandas  sociais.
 
A p´riopria lógica do objeto de nossa luta em pro do meio ambiente nos sugere que temos de ser diferentes  para sermos legítimos,pois nosso objeto não pode ser apropriado por Neuma classe social..ele é imenso..ele é o ar, a água, as montanhas,
O grande dilema é que o capital tenta a  todo momento se apropriar do ar que ele não consegue guardar na caixa forte ..
 
O corporativismo ambientalista é uma forma que permite uma estratificação entre nós  onde alguns ficam apenas no discursos, outros ficam na representação, outros ficam na frente do PC todos sós sem sermos construtores permanentes de uma ética de convivência que permita primeiro,  nos mesmos nos legitimarmos a nós mesmo... Ao contrário, somos protagonistas desse autofagismo.
 
Sou a favor de um sistema que informe quem somos nós, quanto gastamos do dinheiro publico, e o que nós realmente fazemos junto , para e com a sociedade...
 
Sou a favor de um sistema que nos leve a nos unirmos em cima de idéias e propostas e conceitos e que isso possa ser traduzido no sistema de  reapresentação nas instâncias colegiadas, E que estes reflitam essa pluralidade e permita aos demais setores sociais saber quem somos, como nos organizamos, quanto gastamos, como pensamos em relação ao estado, em relação uns aos outros, e quantos cidadãos  podemos engajar no dia a dia das nossas missões...
 
Os ambientalistas podem até  ser  uma elite ideológica, mas suas idéias não dão votos.. e   devem prestar contas à sociedade...
 
Sabendo-de quem somos , como somos, nossas missões através de mecanismos que assim permita,  poderemos elaborar um sistema de rtepresetnação que contemple essas diferenças...é ingenuidade ou má fé acreditarmos que construímos no atual processo , uma unidade na ação....isso é possível...mas não nessa estrutura que está ai, . A u unidade do discurso nesse contexto soa falsa para a sociedade...precisamos separar o joio do trigo entre nós mesmos e  dar condições a sociedade nos legitimar... Por isso, pessoalmente, não concordo que o problema passa exclusivamente pela quantidade de cadeiras nas estâncias colegiadas.
 
Sinto que o corporativismo ambientalista e sua ideologia , é tão inútil e inconseqüente...A causa de muitos males que enfrentamos atualmente internamente, e incompatível com a estrutura e  a conjuntura social ..a realidade atual..
 
O corporativismo ambientalista impede a transversalidade da práxis do ambientalista com a realidade e outras políticas publicas...
 
Somos protagonistas de um momento propicio para uma nova lógica ...inclusive  trabalhar a questão do poder entre nós mesmos...temos que ser competente pra isso...
 
Sou a favor da mudança na forma de eleição da representação  no CONAMA  CNRH e outros...Essa eleição devem no bojo dessas premissas aqui colocadas contemplar os princípios da universalidade, capilaridade, representatividade...
 
joao climaco
Rep das Org Civis no CNRH
Coordenação do FONASC CBH

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